22 de dezembro de 2012
Sobre a passagem do tempo
28 de novembro de 2012
A incrível memória...
A memória do computador não é volátil ou flexível. Quando salvamos uma foto no computador, essa foto é composta de um monte de zeros e uns que são escritos em um disco. Quando abrimos essa mesma foto para mostrar para um amigo, o computador transforma esses zeros e uns em uma imagem, que é exatamente a mesma que foi gravada.
Nossa memória não é digital. Ao mesmo tempo que lemos uma informação na nossa memória, estamos sujeitos a alterar essa informação. Pense em uma pessoa que você não vê há algum tempo. Dependendo de como estiver o seu humor, você vai lembrar de alguns aspectos dessa pessoa. Por exemplo, se você estiver com saudades, provavelmente vai lembrar das coisas boas. Nesse momento, seus neurônios que armazenam as informações boas sobre essa pessoa serão acionados e essas memórias serão fortalecidas - pois cada vez que as sinapses utilizadas para acessar essa informação recebem um impulso, elas tornam essa informação mais fácil de ser acessada.
Dessa forma, podemos lembrar facilmente de um dia feliz na nossa infância, mas não ter a mínima idéia de quais foram as nossas últimas refeições, ou esquecermos imediatamente um número de telefone após anotá-lo em uma agenda. E mesmo em relação a nossa memória de um dia feliz, ela pode omitir alguns pequenos contratempos que passamos e agora não fazem a menor diferença. Se fossemos contar a história desse dia hoje, com certeza ela seria diferente de um relato escrito por nós mesmos na época do evento.
Nossa memória conta a nossa história para nós mesmos, da maneira que a gente moldá-la - seja consciente ou inconscientemente. Mudamos a experiência que tivemos, toda vez que acessamos nossa memória. E apagamos aquilo que não ficou fortemente registrado. Talvez para não "lotar" nossa mente com informações irrelevantes. No filme "O brilho eterno de uma mente sem lembranças", a trama envolve apagar as memórias de um amor que não deu certo. Mas na vida real, isso é muito mais complexo.
Há estudos que demonstram em experiências de laboratório ser possível apagar um trauma armazenado na memória, através da manipulação das sinapses. Para isso, os cientistas fazem com que o paciente do experimento reviva essa memória - acessando ela novamente - mas através de processos químicos a memória é inibida depois de acessada. Por enquanto os experimentos foram realizados em animais (ratos de laboratório) que era ensinados a fazer coisa, ou temer algum evento - e depois a memória dessa experiência era eliminada e os animais simplesmente deixavam de fazer o que foram ensinados ou perdiam o medo.
Ainda não está completamente entendido como isso funcionaria em seres humanos. Nossas memórias são bastante complexas - mapear como as informações são armazenadas na nossa mente, é um desafio. E eu acredito que a natureza já nos deu as armas que precisamos para lidar com memórias indesejadas. Se não as trouxermos a tona, principalmente através das nossas emoções, elas logo se tornarão vagas lembranças. Porém não temos domínio sobre nossas emoções...
Para finalizar e ressaltar o quão importante é a nossa memória. acredito que uma das doenças mais terríveis que se tenha conhecimento é o Alzheimer - que deteriora a nossa capacidade de contarmos a nossa própria história. Porque no final das contas somos feitos de nossas memórias, e nossas memórias são moldadas por nossas atitudes! Portanto tome cuidado da sua vida e das suas memórias.
PS: Uma dica, e um cuidado que temos que tomar, pessoas estressadas tem maior dificuldade em criar novas memórias. O estresse faz com que nosso cérebro entre em um modo de emergência, e inibe o funcionamento normal da memória.
7 de setembro de 2012
Receita de casais felizes: existe?
20 de agosto de 2012
Seja simples
É uma receita para a vida. Seja simples. Não seja simplório, no sentido de não ter objetivos ou ambições na vida. Na verdade, tenha uma ambição: simplificar as coisas e não complicar. Hoje tudo me parece tão complicado. Os relacionamentos - seja no trabalho, entre amigos ou amorosos - se tornam mais complexos com o passar dos anos. E ainda mais hoje em dia, onde há os relacionamentos virtuais e os físicos.
5 de março de 2012
Ontem à noite eu tive um sonho...
Os sonhos sempre me acompanharam. Fizeram parte da minha vida. Lembro-me de muitos deles. E acho que de certa forma os sonhos marcaram mudanças importantes pra mim ao longo dos anos.
Lembro-me de quando era criança e tinha alguns pesadelos. Tinha medo de verdade e muitas vezes acordava apavorado na minha cama, sem conseguir me mexer pois achava que talvez os monstros fossem reais. Mas não eram só pesadelos que habitavam minha mente. Os sonhos eram mais frequentes e muito mais prazerosos.
28 de fevereiro de 2012
Pequenos Grandes Amores
Dia dos namorados, aniversário juntos, declarações de amor, presentes e outros gestos românticos são bonitos e muito apreciados. Mas não são só eles que fazem um amor ser real.
21 de novembro de 2011
Um pouco de gentileza, por favor...
12 de outubro de 2011
Um castelo com cinco ou seis retas
Na verdade, em 1822, nesse mesmo dia foi oficializada a independência do Brasil (processo de emancipação que teve início no grito do Ipiranga em 7 de Setembro). Juntando os costumes católicos do país, comemoramos o dia da Santa padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Mas de mas que todos conhecemos e lembramos como comemoração da criançada.
Mas tirando os fatos históricos, eu sempre gostei dessa data quando era criança. Tenho boas memórias, e era uma data relativamente simples para uma criança entender: dia das crianças = as crianças ganham brinquedos! Uhuuu!!!
Ontem, na hora do almoço, estava ouvindo Aquarela do Toquinho. E foi isso que me motivou a escrever. Se esse feriado tivesse uma trilha sonora, com certeza Aquarela seria a faixa principal! É uma música que vai sempre me lembrar a infância.
3 de outubro de 2011
Personagens da vida
A única coisa ruim de ver minha vida como se eu fosse um personagem de romance, é perceber que muitas vezes a história é sem graça. Não há grandes reviravoltas ou surpresas e a vida acaba passando, sem que ninguém perceba. A semana começa, no trabalho são os mesmos desafios de sempre (na verdade o desafio é continuar trabalhando), em casa algumas coisas para arrumar, um livro para ler. Não há nenhum dragão para matar ou princesa para salvar e a minha casa é o meu castelo e a minha prisão.
Grande parte das emoções e alegrias que vivo na minha história, são proporcionadas pelos meus amigos, companheiros de jornadas e pelos meus amores. Gosto da companhia deles. E é nessas horas que parece que a história da minha vida passa rápido... Quase voa! Dedico tempo, carinho e atenção. E com isso espero construir bons relacionamentos. '
Mas as vezes nossas histórias não estão sincronizadas com as dos demais personagens que vivem suas próprias histórias. Acho que nessas horas temos que tomar cuidado para não transformar a nossa história em uma novela mexicana. A menos que vc goste de uma (o que não é o meu caso). Gosto de uma história sem complicações - ou ao menos não vou criar mais complicações do que a vida já traz pra mim. E sigo procurando meus dragões para matar, os tesouros para encontrar e a princesa para conquistar...
23 de agosto de 2011
Cultivando alegrias
Vivemos em um ritmo intenso. Muitas coisas por fazer e uma energia que envolve a gente: pro bem e pro mal. Andando de taxi um dia desses, eu reparei como é fácil começar uma conversa reclamando de algo. Muito mais difícil é iniciar uma conversa comentando alguma coisa boa. Por exemplo: iniciar uma conversa falando "que belo dia" parece muito clichê.
Bom, ainda assim, no inverno frio e cinza de São Paulo, sinto falta de falar: que belo dia! Ainda bem que sei aproveitar bem o frio, me agasalhando, curtindo um filme em casa, com uma boa companhia. Não deixo de sentir falta do calor, mas aproveito o momento e curto outro tipo de calor: o calor humano!
Achar o lado positivo das coisas tem sido meu desafio diário - o trabalho invisível de um cultivador de alegrias. Deveria ser fácil, né? Para alguns é. Gostaria que fosse para mais pessoas, e quem sabe um dia eu me inclua no grupo dos otimistas. Hoje sou apenas mais um realista com um pé no otimismo.
Me perguntaram nos comentários se esse blog é sobre experiências minhas, e é justamente isso. É um blog pessoal onde divido idéias e coisas que vivi ou presenciei. Não sou um personagem ou tão pouco sou exatamente como me descrevo aqui, mas pode ter certeza que estou cultivando aqui algumas das minhas alegrias.
23 de julho de 2011
Cada um de nós carrega a sua história
Bom, o que me motivou a escrever o post foi a atitude positiva perante a vida e a energia que o vocalista da banda mostrou durante o show. Sempre admirei o Biquíni, e sou fã de carteirinha dos seus clássicos: Timidez e Tédio. Essas músicas já fazem parte da trilha sonora da minha vida. Quando penso em minhas histórias românticas, não dá pra desassociar a letra "Toda vez que te olho, eu crio um romance, te persigo, mudo todos instantes... Falo pouco pois não sou de dar indiretas, me arrependo do que digo em frases incertas. Se eu tento ser direto, o medo me ataca...".
Mas a história que eu quero compartilhar hoje não é uma história romântica. É sobre a vida, a capacidade de superação. Quantas pessoas vocês conhecem que não conseguem deixar o passado para trás? Às vezes eu acho que sou uma delas. Ontem eu estava sozinho, pensando na vida. Não estava lá muito entusiasmado. Por sorte eu li uma notícia de que teria o show do Biquíni. Pensei comigo mesmo "vou ficar aqui em casa sozinho, ou vou me divertir nessa sexta?". Vocês já sabem a resposta! Deixei de lado minha melancolia e fui curtir uma boa música ao vivo, na companhia da minha própria alegria.
Um exemplo de superação me motivou. Não faz muito tempo (acho que cerca de 1 mês) que o filho do Bruno Gouveia (vocalista do Biquíni) faleceu em um acidente de helicóptero. Li as palavras do Bruno sobre o ocorrido, e de forma resumida, ele decidiu seguir a vida. No show deu pra reparar que ele ainda sentia a perda do filho pelo sentimento que ele demonstrava em algumas canções. Mas ele decidiu continuar! Uma das músicas que me tocou foi "Impossível", onde ele diz: "tudo que morre, fica vivo na lembrança. Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça".
As perdas fazem parte da vida. E aceitá-las e seguir adiante é o desafio. Como continuar se as vezes parece que tudo que era importante ficou pra trás? Acho que somente uma vontade muito forte de viver e de ser feliz pode ajudar a uma pessoa apostar no futuro ao invés de tentar reviver o passado.
Viva o presente, guarde o passado com carinho na memória e aposte suas fichas no futuro! Com dedicação e esperança, certamente ele será melhor!
28 de junho de 2011
Como você se sente, sendo amado?
Onde está a dificuldade?
A resposta é mais simples do que muitos imaginam. Ter alguém que te ame e te quer bem é ótimo. Muitas pessoas sonham com isso. Quando as mulheres são ainda meninas, sonham com seus príncipes encantados. Os homens, quando ficam mais sérios, resolvem arranjar uma esposa e dar origem a uma família. E até ai está tudo bem.
E continua bem até encontrarmos um parceiro. Um potencial marido ou esposa; ou companheiro(a). Se você acha que a dificuldade está na busca, acredito que você esteja enganado. Temos muitas pessoas procurando seus pares e se você começar a procurar com atenção, tenho certeza que vai encontrar muita gente interessante. Um exemplo é que existem vários casos de solteiros(as) convictos que não conseguem se amarrar a ninguém de tanta gente interessante que existe por ai.
O problema começa a surgir depois que se conhece uma pessoa que te “fisga” e entramos em um relacionamento. Isso sim é difícil! Mas por que eu digo isso? Que dados provam essa minha teoria?
Te convido a um exercício: olhe ao seu redor e procure identificar um casal que você acha que realmente é feliz. Um casal onde os dois se completam e tem afinidades. Onde, pode até ser que eles encontrem dificuldades na vida (uma vida sem desafios pode ser muito monótona) mas esses desafios provavelmente serão vencidos pelo casal. Para isso ficar mais claro, descarte aqueles casais que ainda estão na fase inicial do relacionamento, ou seja, completamente apaixonados. Normalmente, eles ainda não olharam para o ser amado com outros olhos senão os ofuscados pela paixão.
Aposto que para cada casal que você encontra e que se enquadra nas características acima, ou seja: já viveram a paixão inicial e ainda assim estão muito felizes juntos e provavelmente vão seguir assim por muito tempo; para cada casal assim, existem pelo menos 3 que não estão tão bem. E olha que eu acho que estou sendo otimista.
Mas onde está o segredo do sucesso? Na minha humilde opinião, para uma relação dar certo, para que se consiga passar da fase da paixão inicial e construir um relacionamento feliz e duradouro, precisamos inicialmente estarmos de bem com nós mesmos. Parece óbvio ou simples de mais, mas acredito que isso seja suficiente. Já cantavam os Paralamas do Sucesso: “saber amar é saber deixar alguém te amar”. E se você não ama a si mesmo, como outra pessoa irá te amar?
Se você está em um relacionamento e enfrenta algum problema, como por exemplo ciúmes da pessoa amada, pare e reflita por um instante: “por que estou sentindo ciúmes?”. Muitas vezes pode ser um problema de auto-estima, de insegurança. Ou se você se cobra muito, talvez você leve isso para o relacionamento e espere demais do seu parceiro. Se você se dedica demais ao trabalho e não encontra tempo para si mesmo, como vai cultivar uma relação? São vários indícios de que há algo errado em você, e se você não tomar cuidado, vai levar isso para a sua relação.
E cuidado também para não ter pressa. Se você ainda está procurando alguém, lembre-se de amar a si mesmo e buscar o seu equilíbrio antes de se atirar nos braços de uma pessoa e esperar que ela resolva todos os problemas.
Mas se você já está em um relacionamento, não se desespere. Não descarte um potencial relacionamento, sem antes conversar com o seu par. Talvez você tenha algo a melhorar, mas nada impede que vocês possam tentar crescer e melhorar juntos!
Acredito muito no dialogo, e se eu pudesse dar outro palpite de um ingrediente para uma boa relação, eu diria que está na comunicação.
Fique atento! Se ame, se cuide! E assim vai ser muito mais fácil viver um relacionamento pleno, feliz. Esses conselhos são para mim mesmo, e achei interessante compartilhá-los com quem quiser ler.
8 de junho de 2011
Inspira meu coração
Procuro encontrar na sua
A metade que falta na minha
Me mostre que me achas especial
Pois sei que sou,
mas não sei se você percebeu
E sei que és especial
Simplesmente porque sinto
E acredito nos meus sentimentos
A paixão sempre tem pressa
As idéias as vezes são confusas
Mas o coração é puro
Procuro encontrar a serenidade
Para seguir com o projeto de viver meus sonhos
Sonhos grandiosos, pois sem desafios não há méritos
Não me contento com pouco, nem ficarei parado
Vivo meus sonhos assim como minha vida
E faço deles um, e de você uma inspiração
7 de junho de 2011
Sintonia do amor
24 de maio de 2011
Erros, erros meus…
Erros, erros meus, me digam como eu aprenderia sem vocês?!
Quem nunca teve medo de errar? Às vezes eu morro de medo de errar. Tanto que isso me paraliza. E ai inves de viver, eu sigo parado. Mas pelo menos sem cometer erros. Sinto que já escrevi sobre isso em algum momento nesse blog.
Escrevia bastante no passado. Mas acho que comecei a ficar com medo de errar a mão nos meus posts, e simplesmente deixei de escrever. Agora vivo um momento da minha vida em que sinto vontade de escrever. E mesmo arriscando errar ao repetir um post ou a escrever algo que não seja lido, eu prefiro escrever a ficar parado.
Não quero mais ter medo de errar. Não quando eu sei que vale a pena tentar. E principalmente quando meu coração fala para eu tentar porque pode valer a pena. Melhor tentar e errar do que nunca saber como poderia ter sido…
21 de maio de 2011
Se me faltam palavras, te entrego rosas...

Rosas, não porque são rosas
São vermelhas e são belas
Como a paixão pulsante
Rosas são uma dádiva
Um coração raso não compreende
A unidade da beleza que cultivamos
Seus delicados espinhos as protegem
Mas não impedem o toque suave
Pedem que sejam suas e floresçam
E que você seja pra mim
O desabrochar de uma rosa
Que no meio do deserto nasceu
2 de maio de 2011
Incertezas de alguém
14 de dezembro de 2009
Mais lendo do que escrevendo
E durante minhas leituras me deparei com uma reportagem da Superinteressante sobre quantas pessoas lêem no Brasil (estava relacionado ao assunto livro eletronicos). Fiquei um pouco surpreso em relação a esse número: 95,5 milhões de pessoas leram algum livro em 2008. É muito? É pouco?
Primeiro vamos à população brasileira: cerca de 191 milhões de pessoas (estimada pelo IBGE em 2009). Quer dizer que menos da metade leu algum livro em 2008. Agora, dos que leram, 47,4 milhões leram por causa da escola (livros didáticos ou recomendados pela escola). Será que isso quer dizer que apenas cerca de 1/4 (ou 25%) da população tem o hábito da leitura? Para o cenário ficar mais triste ainda, 43 milhões não terminaram de ler.
Talvez isso reflita o mundo atual, onde o tempo fica cada vez mais escasso. Ler requer alguma dedicação. Procurar um livro interessante toma tempo e se a escolha não for acertada, pode resultar em um livro pela metade. Mas o prazer da leitura, ao meu ver, compensa! Os livros eletrônicos estão vindo ai, nos EUA eles já são realidade e estão na moda. Aqui ainda sofremos com falta de acesso à internet. Uma reportagem hoje no UOL revelou que 104,7 milhões de brasileiros não acessam a internet (Pnad 2008).
Se mais da metade da população não acessa a internet e eu imagino que boa parte desse grupo se encaixe na categoria anterior também, ou seja: não lêem livros; imagino de onde essas pessoas obtem informações e cultura. A televisão ainda é o meio de comunicação mais disseminado, mas a mudança está a caminho!
24 de março de 2008
Ano novo, vida nova, mas post velho
Esta um pouquinho tarde para um post de ano novo né? Bom, eu diria MUITO tarde. Mas eu tinha que ter um motivo para ressuscitar esse blog, certo?
O ânimo para escrever não estava muito alto. Eu estou em uma fase em que leio mais que escrevo. Mas ai veio a idéia: registrar através do blog minhas impressões e opiniões acerca de uma meta que eu determinei para mim esse ano.
Qual é a meta?
Ler pelo menos 1 livro por mês. Ok, pode parecer uma meta boba, afinal de contas eu costumo ler muitos livros por ano. A meta original era ler 2 livros por mês, mas logo de cara eu percebi que essa meta atrapalhariar com o bom andamento das minhas outras atividades (tipo: trabalho, relacionamento, amizades, e outras coisas de pouca importância), então fui mais modesto.
Também estava fazendo as contas: um livro sai entre 20 e 40 reais, se eu ler 2 livros por mês, ao final do ano eu teria gasto entre 480 a 960 reais. Bom, resolvi também ser mais econômico.
Então com o tempo que sobra entre um livro e outro, eu posto aqui no blog a minha resenha do livro. Boa idéia, não acham?
Bom, aqui vai um resumo das minhas leituras até o momento e portanto das cenas dos próximos capítulos desse blog:
- Gomes, Laurentino. 1808
- Saramago, José. As Intermitências da Morte
- Boyne, John. O menino do pijama listrado
- Vaguen. O poder da ignorância
10 de outubro de 2006
Leitura recomendada: Pequeno Príncipe
Nas últimas semanas resolvi ler esse pequeno livro. Pode parecer um pouco "tolo" à princípio pois é um livro infantil. Mas é exatamente ai que nós adultos nos enganamos. É muito menos um livro infantil do que parece. É um livro que resgata um pouco a criança que existe em nós.Me fez pensar nas obrigações que a vida nos impõe quando crescemos e que aceitamos muitas vezes sem ponderar.
Adoro livros que me fazem pensar. E principalmente aqueles simples.
As vezes temos um dom inato para complicar as coisas. Para explicar aqui o que no livro eu entendi com poucas frases sinto que é necessário escrever tanto. Por isso deixo a cargo de vocês lerem o livro e depois eu os convido à cometá-lo comigo (ou com quem vocês quizerem).
Para quem se interessou pelo livro, vou comentar uma passagem (se você ler no livro vais ser muito mais simples.. hehehe):
As figuras que ilustram o livro (como o desenho acima) são muito simples e belas e o livro começa falando sobre um desenho de um chapéu. Isto é, o autor conta de um desenho que ele fez quando criança. E a todo e qualquer adulto que ele mostrava seu trabalho, este lhe dizia ser um chapéu. Porém a intenção do menino era outra. Ele desenhou uma cobra constritora que devorou um elefante:
Como nenhum adulto entendia seu desenho, ele resolveu fazer um outro desenho para se explicar melhor:
Mas mesmo assim é difícil para um adulto entender. E na maior parte das vezes eles preferiam o desenho do chapéu. O que fez com que o menino perde-se a vontade de desenhar.
Essa pequena passagem mostra um pouco como vai ficando limitada a nossa visão. Não aceitamos diferentes formas de pensar, pelo menos não o fazemos facilmente. Senão o que seriam dos conflitos étnicos e religiosos?
E você? Ainda enxerga apenas o chapéu?


