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22 de dezembro de 2012

Sobre a passagem do tempo


Quando somos crianças, o tempo parece que não passa. Alguns minutos são uma eternidade, principalmente se não temos nada para fazer. As férias são um período mágico, quando nos divertimos com nossos amigos, brincamos, jogamos e vivemos. E conforme vamos crescendo, surge a impressão de que não temos mais tempo para nada.

Chegou mais um final de ano, já passei dos trinta e sinceramente não vi 3 décadas passarem. Ainda sou a criança que eu vejo hoje em fotos e na memória. Tive uma infância feliz, apesar das dificuldades que toda criança enfrenta. E ainda tenho uma vida muito feliz! Mas os desafios mudaram. E agora no natal, eu me recordo de como era bom ser criança.

De certa forma eu acredito que essa saudades de ser criança é uma das motivações que levam as pessoas a serem pais. Queremos trazer de volta a alegria da inocência, as brincadeiras, mas dessa vez como observadores. Aprendemos vendo um pedacinho nosso crescer: nossos filhos.

Com certeza eles tomarão caminhos diferentes dos nossos. Mas acredito que seja esse o ciclo da vida. Crescemos, vivemos e geramos uma nova vida.

Algumas pessoas não conseguem entender como os pais dão tudo o que tem aos seus filhos – as vezes até aquilo que não tem. Dão duro para trabalhar e sustentar uma casa, se endividam para pagar as contas (escola, alimentação, roupas, etc) e ainda sobra um pouco para presentear seus filhos no final do ano. Mas fica simples de entender todos os sacrifícios se você olhar pela perspectiva de que nossos filhos são parte de nós, vieram de nós.

E o natal, nada mais é do que o nascimento (no latim) de uma vida – um marco para a humanidade. Eu aproveito essa data para pensar na vida e também no nascimento de um novo ano que está próximo. Me lembro do que vivi, e do que ainda tenho pra viver. E agradeço por cada dia!

Feliz natal para todos!

28 de novembro de 2012

A incrível memória...

É engraçado como funciona a nossa memória. Ela não é nada como a memória de um computador. Quando armazenamos uma informação no computador, escrevemos dados em um sistema de arquivos organizado. Temos mecanismos para buscar a informação, e recuperar ela - que estará permanentemente registrada da mesma forma em que estava logo depois de a termos gravado.

A memória do computador não é volátil ou flexível. Quando salvamos uma foto no computador, essa foto é composta de um monte de zeros e uns que são escritos em um disco. Quando abrimos essa mesma foto para mostrar para um amigo, o computador transforma esses zeros e uns em uma imagem, que é exatamente a mesma que foi gravada.

Nossa memória não é digital. Ao mesmo tempo que lemos uma informação na nossa memória, estamos sujeitos a alterar essa informação. Pense em uma pessoa que você não vê há algum tempo. Dependendo de como estiver o seu humor, você vai lembrar de alguns aspectos dessa pessoa. Por exemplo, se você estiver com saudades, provavelmente vai lembrar das coisas boas. Nesse momento, seus neurônios que armazenam as informações boas sobre essa pessoa serão acionados e essas memórias serão fortalecidas - pois cada vez que as sinapses utilizadas para acessar essa informação recebem um impulso, elas tornam essa informação mais fácil de ser acessada.

Dessa forma, podemos lembrar facilmente de um dia feliz na nossa infância, mas não ter a mínima idéia de quais foram as nossas últimas refeições, ou esquecermos imediatamente um número de telefone após anotá-lo em uma agenda. E mesmo em relação a nossa memória de um dia feliz, ela pode omitir alguns pequenos contratempos que passamos e agora não fazem a menor diferença. Se fossemos contar a história desse dia hoje, com certeza ela seria diferente de um relato escrito por nós mesmos na época do evento.

Nossa memória conta a nossa história para nós mesmos, da maneira que a gente moldá-la - seja consciente ou inconscientemente. Mudamos a experiência que tivemos, toda vez que acessamos nossa memória. E apagamos aquilo que não ficou fortemente registrado. Talvez para não "lotar" nossa mente com informações irrelevantes. No filme "O brilho eterno de uma mente sem lembranças", a trama envolve apagar as memórias de um amor que não deu certo. Mas na vida real, isso é muito mais complexo.

Há estudos que demonstram em experiências de laboratório ser possível apagar um trauma armazenado na memória, através da manipulação das sinapses. Para isso, os cientistas fazem com que o paciente do experimento reviva essa memória - acessando ela novamente - mas através de processos químicos a memória é inibida depois de acessada. Por enquanto os experimentos foram realizados em animais (ratos de laboratório) que era ensinados a fazer coisa, ou temer algum evento - e depois a memória dessa experiência era eliminada e os animais simplesmente deixavam de fazer o que foram ensinados ou perdiam o medo.

Ainda não está completamente entendido como isso funcionaria em seres humanos. Nossas memórias são bastante complexas - mapear como as informações são armazenadas na nossa mente, é um desafio. E eu acredito que a natureza já nos deu as armas que precisamos para lidar com memórias indesejadas. Se não as trouxermos a tona, principalmente através das nossas emoções, elas logo se tornarão vagas lembranças. Porém não temos domínio sobre nossas emoções...

Para finalizar e ressaltar o quão importante é a nossa memória. acredito que uma das doenças mais terríveis que se tenha conhecimento é o Alzheimer - que deteriora a nossa capacidade de contarmos a nossa própria história. Porque no final das contas somos feitos de nossas memórias, e nossas memórias são moldadas por nossas atitudes! Portanto tome cuidado da sua vida e das suas memórias.

PS: Uma dica, e um cuidado que temos que tomar, pessoas estressadas tem maior dificuldade em criar novas memórias. O estresse faz com que nosso cérebro entre em um modo de emergência, e inibe o funcionamento normal da memória.


7 de setembro de 2012

Receita de casais felizes: existe?

Sempre me pergunto se existe uma receita para a felicidade conjugal. Gosto de observar pessoas e relacionamentos, e acredito que a interação com outras pessoas seja a melhor experiência que podemos ter na vida. Mas as vezes eu penso que relacionamentos duradouros são a exceção e não a regra.

20 de agosto de 2012

Seja simples


É uma receita para a vida. Seja simples. Não seja simplório, no sentido de não ter objetivos ou ambições na vida. Na verdade, tenha uma ambição: simplificar as coisas e não complicar. Hoje tudo me parece tão complicado. Os relacionamentos - seja no trabalho, entre amigos ou amorosos - se tornam mais complexos com o passar dos anos. E ainda mais hoje em dia, onde há os relacionamentos virtuais e os físicos.


5 de março de 2012

Ontem à noite eu tive um sonho...

Ouça a música, aprecie a letra e leia o post!

Os sonhos sempre me acompanharam. Fizeram parte da minha vida. Lembro-me de muitos deles. E acho que de certa forma os sonhos marcaram mudanças importantes pra mim ao longo dos anos.

Lembro-me de quando era criança e tinha alguns pesadelos. Tinha medo de verdade e muitas vezes acordava apavorado na minha cama, sem conseguir me mexer pois achava que talvez os monstros fossem reais. Mas não eram só pesadelos que habitavam minha mente. Os sonhos eram mais frequentes e muito mais prazerosos.

28 de fevereiro de 2012

Pequenos Grandes Amores

A literatura normalmente enaltece os grandes amores como Romeu e Julieta ou Tristão e Isolda. Na verdade, esse conceito de amor romântico (e muitas vezes trágico) está bastante enraizado na cultura ocidental. Tanto que muitas vezes acreditamos que esse é o "verdadeiro" amor.

Dia dos namorados, aniversário juntos, declarações de amor, presentes e outros gestos românticos são bonitos e muito apreciados. Mas não são só eles que fazem um amor ser real.

21 de novembro de 2011

Um pouco de gentileza, por favor...

Final de ano chegando! Já podemos ver alguns enfeites de Natal nas ruas. Ainda é Novembro e a Av. Paulista já está parcialmente decorada. Em alguns lares, as luzinhas de Natal já foram penduradas nas varandas. Mas uma coisa que eu sempre gostei dessa época do ano é do chamado espírito natalino. Ok, talvez para alguns esse espírito se traduza em "compras natalinas". Mas não é assim pra mim.

12 de outubro de 2011

Um castelo com cinco ou seis retas

12 de Outubro: nunca fiz um post para comemorar essa data, e por que não fazê-lo?

Na verdade, em 1822, nesse mesmo dia foi oficializada a independência do Brasil (processo de emancipação que teve início no grito do Ipiranga em 7 de Setembro). Juntando os costumes católicos do país, comemoramos o dia da Santa padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Mas de  mas que todos conhecemos e lembramos como comemoração da criançada.

Mas tirando os fatos históricos, eu sempre gostei dessa data quando era criança. Tenho boas memórias, e era uma data relativamente simples para uma criança entender: dia das crianças = as crianças ganham brinquedos! Uhuuu!!!

Ontem, na hora do almoço, estava ouvindo Aquarela do Toquinho. E foi isso que me motivou a escrever. Se esse feriado tivesse uma trilha sonora, com certeza Aquarela seria a faixa principal! É uma música que vai sempre me lembrar a infância.



3 de outubro de 2011

Personagens da vida

As vezes tenho a impressão de que sou um personagem vivendo a minha vida. Um personagem de um romance, desses contados em terceira pessoa por um narrador onisciente. Acho que isso deve acontecer com outras pessoas também. Essa impressão é mais forte quando eu olho para o passado e penso em coisas que vivi, decisões que eu tomei, e que as vezes não sei explicar a razão (ou o sentimento). Paro pra pensar: "como foi que eu consegui fazer isso" ou " o que eu tinha na cabeça quando tomei tal decisão". É engraçado perceber que a cada dia que começa, o meu personagem evolui, aprende e muda. Mas nem tanto que perca suas origens.

A única coisa ruim de ver minha vida como se eu fosse um personagem de romance, é perceber que muitas vezes a história é sem graça. Não há grandes reviravoltas ou surpresas e a vida acaba passando, sem que ninguém perceba. A semana começa, no trabalho são os mesmos desafios de sempre (na verdade o desafio é continuar trabalhando), em casa algumas coisas para arrumar, um livro para ler. Não há nenhum dragão para matar ou princesa para salvar e a minha casa é o meu castelo e a minha prisão.

 Grande parte das emoções e alegrias que vivo na minha história, são proporcionadas pelos meus amigos, companheiros de jornadas e pelos meus amores. Gosto da companhia deles. E é nessas horas que parece que a história da minha vida passa rápido... Quase voa! Dedico tempo, carinho e atenção. E com isso espero construir bons relacionamentos. '

Mas as vezes nossas histórias não estão sincronizadas com as dos demais personagens que vivem suas próprias histórias. Acho que nessas horas temos que tomar cuidado para não transformar a nossa história em uma novela mexicana. A menos que vc goste de uma (o que não é o meu caso). Gosto de uma história sem complicações - ou ao menos não vou criar mais complicações do que a vida já traz pra mim. E sigo procurando meus dragões para matar, os tesouros para encontrar e a princesa para conquistar...

23 de agosto de 2011

Cultivando alegrias

Você já tentou cultivar alegrias? Espero que esse post te ajude a encontrar algumas!

Vivemos em um ritmo intenso. Muitas coisas por fazer e uma energia que envolve a gente: pro bem e pro mal. Andando de taxi um dia desses, eu reparei como é fácil começar uma conversa reclamando de algo. Muito mais difícil é iniciar uma conversa comentando alguma coisa boa. Por exemplo: iniciar uma conversa falando "que belo dia" parece muito clichê.

Bom, ainda assim, no inverno frio e cinza de São Paulo, sinto falta de falar: que belo dia! Ainda bem que sei aproveitar bem o frio, me agasalhando, curtindo um filme em casa, com uma boa companhia. Não deixo de sentir falta do calor, mas aproveito o momento e curto outro tipo de calor: o calor humano!

Achar o lado positivo das coisas tem sido meu desafio diário - o trabalho invisível de um cultivador de alegrias. Deveria ser fácil, né? Para alguns é. Gostaria que fosse para mais pessoas, e quem sabe um dia eu me inclua no grupo dos otimistas. Hoje sou apenas mais um realista com um pé no otimismo.

Me perguntaram nos comentários se esse blog é sobre experiências minhas, e é justamente isso. É um blog pessoal onde divido idéias e coisas que vivi ou presenciei. Não sou um personagem ou tão pouco sou exatamente como me descrevo aqui, mas pode ter certeza que estou cultivando aqui algumas das minhas alegrias.

23 de julho de 2011

Cada um de nós carrega a sua história

Me inspirei no show do Biquíni Cavadão para escrever esse post. Eles tocaram ontem (22/Julho) aqui em SP e eu tive a felicidade de assistir ao show. Fazia tempo que eu queria ouvi-los ao vivo. E para a minha grata surpresa o Ultraje a Rigor dividiu o palco com o Biquíni.

Bom, o que me motivou a escrever o post foi a atitude positiva perante a vida e a energia que o vocalista da banda mostrou durante o show. Sempre admirei o Biquíni, e sou fã de carteirinha dos seus clássicos: Timidez e Tédio. Essas músicas já fazem parte da trilha sonora da minha vida. Quando penso em minhas histórias românticas, não dá pra desassociar a letra "Toda vez que te olho, eu crio um romance, te persigo, mudo todos instantes... Falo pouco pois não sou de dar indiretas, me arrependo do que digo em frases incertas. Se eu tento ser direto, o medo me ataca...".

Mas a história que eu quero compartilhar hoje não é uma história romântica. É sobre a vida, a capacidade de superação. Quantas pessoas vocês conhecem que não conseguem deixar o passado para trás? Às vezes eu acho que sou uma delas. Ontem eu estava sozinho, pensando na vida. Não estava lá muito entusiasmado. Por sorte eu li uma notícia de que teria o show do Biquíni. Pensei comigo mesmo "vou ficar aqui em casa sozinho, ou vou me divertir nessa sexta?". Vocês já sabem a resposta! Deixei de lado minha melancolia e fui curtir uma boa música ao vivo, na companhia da minha própria alegria.

Um exemplo de superação me motivou. Não faz muito tempo (acho que cerca de 1 mês) que o filho do Bruno Gouveia (vocalista do Biquíni) faleceu em um acidente de helicóptero. Li as palavras do Bruno sobre o ocorrido, e de forma resumida, ele decidiu seguir a vida. No show deu pra reparar que ele ainda sentia a perda do filho pelo sentimento que ele demonstrava em algumas canções. Mas ele decidiu continuar! Uma das músicas que me tocou foi "Impossível", onde ele diz: "tudo que morre, fica vivo na lembrança. Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça".

As perdas fazem parte da vida. E aceitá-las e seguir adiante é o desafio. Como continuar se as vezes parece que tudo que era importante ficou pra trás? Acho que somente uma vontade muito forte de viver e de ser feliz pode ajudar a uma pessoa apostar no futuro ao invés de tentar reviver o passado.

Viva o presente, guarde o passado com carinho na memória e aposte suas fichas no futuro! Com dedicação e esperança, certamente ele será melhor!

28 de junho de 2011

Como você se sente, sendo amado?

Receber carinho e atenção. Ter alguém tentando estar próximo à você. Alguém que te quer bem. Tudo isso parece ser muito bom! E acredito que quando você é amado por alguém, isso é só uma amostra do que o amor pode oferecer. Porém, apesar de soar estranho, eu acho que é difícil ser amado.

Onde está a dificuldade?

A resposta é mais simples do que muitos imaginam. Ter alguém que te ame e te quer bem é ótimo. Muitas pessoas sonham com isso. Quando as mulheres são ainda meninas, sonham com seus príncipes encantados. Os homens, quando ficam mais sérios, resolvem arranjar uma esposa e dar origem a uma família. E até ai está tudo bem.

E continua bem até encontrarmos um parceiro. Um potencial marido ou esposa; ou companheiro(a). Se você acha que a dificuldade está na busca, acredito que você esteja enganado. Temos muitas pessoas procurando seus pares e se você começar a procurar com atenção, tenho certeza que vai encontrar muita gente interessante. Um exemplo é que existem vários casos de solteiros(as) convictos que não conseguem se amarrar a ninguém de tanta gente interessante que existe por ai.

O problema começa a surgir depois que se conhece uma pessoa que te “fisga” e entramos em um relacionamento. Isso sim é difícil! Mas por que eu digo isso? Que dados provam essa minha teoria?

Te convido a um exercício: olhe ao seu redor e procure identificar um casal que você acha que realmente é feliz. Um casal onde os dois se completam e tem afinidades. Onde, pode até ser que eles encontrem dificuldades na vida (uma vida sem desafios pode ser muito monótona) mas esses desafios provavelmente serão vencidos pelo casal. Para isso ficar mais claro, descarte aqueles casais que ainda estão na fase inicial do relacionamento, ou seja, completamente apaixonados. Normalmente, eles ainda não olharam para o ser amado com outros olhos senão os ofuscados pela paixão.

Aposto que para cada casal que você encontra e que se enquadra nas características acima, ou seja: já viveram a paixão inicial e ainda assim estão muito felizes juntos e provavelmente vão seguir assim por muito tempo; para cada casal assim, existem pelo menos 3 que não estão tão bem. E olha que eu acho que estou sendo otimista.

Mas onde está o segredo do sucesso? Na minha humilde opinião, para uma relação dar certo, para que se consiga passar da fase da paixão inicial e construir um relacionamento feliz e duradouro, precisamos inicialmente estarmos de bem com nós mesmos. Parece óbvio ou simples de mais, mas acredito que isso seja suficiente. Já cantavam os Paralamas do Sucesso: “saber amar é saber deixar alguém te amar”. E se você não ama a si mesmo, como outra pessoa irá te amar?

Se você está em um relacionamento e enfrenta algum problema, como por exemplo ciúmes da pessoa amada, pare e reflita por um instante: “por que estou sentindo ciúmes?”. Muitas vezes pode ser um problema de auto-estima, de insegurança. Ou se você se cobra muito, talvez você leve isso para o relacionamento e espere demais do seu parceiro. Se você se dedica demais ao trabalho e não encontra tempo para si mesmo, como vai cultivar uma relação? São vários indícios de que há algo errado em você, e se você não tomar cuidado, vai levar isso para a sua relação.

E cuidado também para não ter pressa. Se você ainda está procurando alguém, lembre-se de amar a si mesmo e buscar o seu equilíbrio antes de se atirar nos braços de uma pessoa e esperar que ela resolva todos os problemas.

Mas se você já está em um relacionamento, não se desespere. Não descarte um potencial relacionamento, sem antes conversar com o seu par. Talvez você tenha algo a melhorar, mas nada impede que vocês possam tentar crescer e melhorar juntos!

Acredito muito no dialogo, e se eu pudesse dar outro palpite de um ingrediente para uma boa relação, eu diria que está na comunicação.

Fique atento! Se ame, se cuide! E assim vai ser muito mais fácil viver um relacionamento pleno, feliz. Esses conselhos são para mim mesmo, e achei interessante compartilhá-los com quem quiser ler.

8 de junho de 2011

Inspira meu coração

Tenho a alma dividida
Procuro encontrar na sua
A metade que falta na minha

Me mostre que me achas especial
Pois sei que sou, 
mas não sei se você percebeu

E sei que és especial
Simplesmente porque sinto
E acredito nos meus sentimentos

A  paixão sempre tem pressa
As idéias as vezes são confusas
Mas o coração é puro

Procuro encontrar a serenidade
Para seguir com o projeto de viver meus sonhos
Sonhos grandiosos, pois sem desafios não há méritos
Não me contento com pouco, nem ficarei parado

Vivo meus sonhos assim como minha vida
E faço deles um, e de você uma inspiração

7 de junho de 2011

Sintonia do amor

Aqui vai um tópico complicado: como saber se você está em sintonia com a sua parceira (ou seu parceiro)? Já notei muitas brigas e separações, simplesmente porque os dois envolvidos não estavam em sintonia; suas emoções, seus sentimentos estavam caminhando em direções opostas. Para quem esta olhando do lado de fora, parecem simples e as vezes até tolos os motivos de brigas e discussões de outras pessoas.

Mas imagine o seguinte: a mente humana é capaz de muitas coisas - digamos que as possibilidades são praticamente infinitas para nossa imaginação, criatividade e capacidade de sentir. Se contarmos duas mentes juntas, a situação complica. No começo, a paixão costuma ajudar a esconder as diferenças e os possíveis problemas. Mas questões como falta de amor próprio, falta de segurança ou mesmo traumas de outros relacionamento, normalmente servem como combustível para inflamar discussões, dúvidas, ciúmes e eventualmente o fim do relacionamento.

Escrevi esse texto como um lembrete para mim mesmo. No dia em que eu me encontrar em dúvidas, ou quiser culpar minha parceira por algo, devo perguntar a mim mesmo: está tudo bem? Será que o ciúmes que estou sentindo é só uma insegurança minha; será que essa raiva ou esse motivo para uma briga não esteja sendo amplificado por algo errado em mim? Eu estou bem comigo mesmo?

Fica a dica: SE AME, antes de buscar amor no próximo! E lembrando a música do Paralamas: "saber amar é saber deixar alguém te amar". Afinal de contas, se você mesmo não se amar, quem irá?

24 de maio de 2011

Erros, erros meus…

Erros, erros meus, me digam como eu aprenderia sem vocês?!

Quem nunca teve medo de errar? Às vezes eu morro de medo de errar. Tanto que isso me paraliza. E ai inves de viver, eu sigo parado. Mas pelo menos sem cometer erros. Sinto que já escrevi sobre isso em algum momento nesse blog.

Escrevia bastante no passado. Mas acho que comecei a ficar com medo de errar a mão nos meus posts, e simplesmente deixei de escrever. Agora vivo um momento da minha vida em que sinto vontade de escrever. E mesmo arriscando errar ao repetir um post ou a escrever algo que não seja lido, eu prefiro escrever a ficar parado.

Não quero mais ter medo de errar. Não quando eu sei que vale a pena tentar. E principalmente quando meu coração fala para eu tentar porque pode valer a pena. Melhor tentar e errar do que nunca saber como poderia ter sido…

21 de maio de 2011

Se me faltam palavras, te entrego rosas...

Rosas, não porque são rosas

São vermelhas e são belas

Como a paixão pulsante


Rosas são uma dádiva

Um coração raso não compreende

A unidade da beleza que cultivamos


Seus delicados espinhos as protegem

Mas não impedem o toque suave

Pedem que sejam suas e floresçam


E que você seja pra mim

O desabrochar de uma rosa

Que no meio do deserto nasceu

2 de maio de 2011

Incertezas de alguém

Eu não tenho certezas. Sou cheio de incertezas. Mas na verdade, quem não é? Você pode e deve tomar decisões. Muitas vezes sabemos o que queremos. Mas não temos como saber do futuro, pois ele é cheio de incertezas.

Alguns buscam no destino, no horóscopo, na astrologia, ou em qualquer outro artifício, uma forma de adivinhar o que há por vir. O futuro não nos pertence. Nem o passado. E ai que está a graça de viver. Viver é aproveitar o momento. Viver e não saber o que há por vir é o desafio nosso de cada dia. E ao mesmo tempo é o que há de divertido na vida. É o caos!

Porém, algo dentro de nós, busca encontrar a ordem nas coisas. O que é certo, o que é são. Buscamos racionalizar o que sentimos e esperamos que assim a gente se torne algo melhor. Será que não aprendemos com nossas experiências?

Ninguém é feliz o tempo todo. Talvez um monge consiga buscar a paz por boa parte de sua vida. Mas nem todos somos monges. E nem um monge consegue manter sua tranquilidade o tempo todo.

Estou escrevendo pois estou de certa forma incerto. Ansioso. E ao mesmo tempo feliz. Eu sinceramente não sei o que me espera. E acho que na minha vida, nunca estive em uma posição tão vulnerável. Mas percebo também que é quando estamos nessa situação, aumentam as nossas chances de se apaixonar. De mudarmos nossa vida. Mas precisamos sair de nossas zonas de conforto.

Nem tudo é o que parece ser, e sei que apesar de minha vida ser uma estrada, com certeza ela não é uma reta. É cheia de curvas, atalhos, trilhas e aventuras. E eu quero curtir essa estrada. Quero sentir o vento na pele enquanto eu acelero, atravessando quilômetros. Quero parar para observar a paisagem. Quero tudo e tenho pressa! rs. Mas também sei quando parar e esperar um pouco. Na paciência de viver para sonhar.


14 de dezembro de 2009

Mais lendo do que escrevendo

Esse blog está largado às traças (se é que existem traças digitais), sim eu sei! Acho que estou perdendo o hábito de escrever. Principalmente por falta de tempo, mas também porque tenho usado o meu tempo livre para ler.

E durante minhas leituras me deparei com uma reportagem da Superinteressante sobre quantas pessoas lêem no Brasil (estava relacionado ao assunto livro eletronicos). Fiquei um pouco surpreso em relação a esse número: 95,5 milhões de pessoas leram algum livro em 2008. É muito? É pouco?

Primeiro vamos à população brasileira: cerca de 191 milhões de pessoas (estimada pelo IBGE em 2009). Quer dizer que menos da metade leu algum livro em 2008. Agora, dos que leram, 47,4 milhões leram por causa da escola (livros didáticos ou recomendados pela escola). Será que isso quer dizer que apenas cerca de 1/4 (ou 25%) da população tem o hábito da leitura? Para o cenário ficar mais triste ainda, 43 milhões não terminaram de ler.

Talvez isso reflita o mundo atual, onde o tempo fica cada vez mais escasso. Ler requer alguma dedicação. Procurar um livro interessante toma tempo e se a escolha não for acertada, pode resultar em um livro pela metade. Mas o prazer da leitura, ao meu ver, compensa! Os livros eletrônicos estão vindo ai, nos EUA eles já são realidade e estão na moda. Aqui ainda sofremos com falta de acesso à internet. Uma reportagem hoje no UOL revelou que 104,7 milhões de brasileiros não acessam a internet (Pnad 2008).

Se mais da metade da população não acessa a internet e eu imagino que boa parte desse grupo se encaixe na categoria anterior também, ou seja: não lêem livros; imagino de onde essas pessoas obtem informações e cultura. A televisão ainda é o meio de comunicação mais disseminado, mas a mudança está a caminho!

24 de março de 2008

Ano novo, vida nova, mas post velho

Esta um pouquinho tarde para um post de ano novo né? Bom, eu diria MUITO tarde. Mas eu tinha que ter um motivo para ressuscitar esse blog, certo?

O ânimo para escrever não estava muito alto. Eu estou em uma fase em que leio mais que escrevo. Mas ai veio a idéia: registrar através do blog minhas impressões e opiniões acerca de uma meta que eu determinei para mim esse ano.

Qual é a meta?

Ler pelo menos 1 livro por mês. Ok, pode parecer uma meta boba, afinal de contas eu costumo ler muitos livros por ano. A meta original era ler 2 livros por mês, mas logo de cara eu percebi que essa meta atrapalhariar com o bom andamento das minhas outras atividades (tipo: trabalho, relacionamento, amizades, e outras coisas de pouca importância), então fui mais modesto.

Também estava fazendo as contas: um livro sai entre 20 e 40 reais, se eu ler 2 livros por mês, ao final do ano eu teria gasto entre 480 a 960 reais. Bom, resolvi também ser mais econômico.

Então com o tempo que sobra entre um livro e outro, eu posto aqui no blog a minha resenha do livro. Boa idéia, não acham?

Bom, aqui vai um resumo das minhas leituras até o momento e portanto das cenas dos próximos capítulos desse blog:

  1. Gomes, Laurentino. 1808
  2. Saramago, José. As Intermitências da Morte
  3. Boyne, John. O menino do pijama listrado
  4. Vaguen. O poder da ignorância

10 de outubro de 2006

Leitura recomendada: Pequeno Príncipe

Nas últimas semanas resolvi ler esse pequeno livro. Pode parecer um pouco "tolo" à princípio pois é um livro infantil. Mas é exatamente ai que nós adultos nos enganamos. É muito menos um livro infantil do que parece. É um livro que resgata um pouco a criança que existe em nós.

Me fez pensar nas obrigações que a vida nos impõe quando crescemos e que aceitamos muitas vezes sem ponderar.

Adoro livros que me fazem pensar. E principalmente aqueles simples.

As vezes temos um dom inato para complicar as coisas. Para explicar aqui o que no livro eu entendi com poucas frases sinto que é necessário escrever tanto. Por isso deixo a cargo de vocês lerem o livro e depois eu os convido à cometá-lo comigo (ou com quem vocês quizerem).

Para quem se interessou pelo livro, vou comentar uma passagem (se você ler no livro vais ser muito mais simples.. hehehe):
As figuras que ilustram o livro (como o desenho acima) são muito simples e belas e o livro começa falando sobre um desenho de um chapéu. Isto é, o autor conta de um desenho que ele fez quando criança. E a todo e qualquer adulto que ele mostrava seu trabalho, este lhe dizia ser um chapéu. Porém a intenção do menino era outra. Ele desenhou uma cobra constritora que devorou um elefante:


Como nenhum adulto entendia seu desenho, ele resolveu fazer um outro desenho para se explicar melhor:



Mas mesmo assim é difícil para um adulto entender. E na maior parte das vezes eles preferiam o desenho do chapéu. O que fez com que o menino perde-se a vontade de desenhar.

Essa pequena passagem mostra um pouco como vai ficando limitada a nossa visão. Não aceitamos diferentes formas de pensar, pelo menos não o fazemos facilmente. Senão o que seriam dos conflitos étnicos e religiosos?


E você? Ainda enxerga apenas o chapéu?